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Brasileirão 2016

Publicado em 08 dez 2016 | por Thiago Rodrigo Alves Carneiro

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Rumores de virada de mesa no Brasileirão 2016

Não realização da última rodada do Brasileirão 2016 traria questionamentos jurídicos devido às chances do Internacional se salvar de inédito rebaixamento.

A tragédia com a Chapecoense e a última rodada do Brasileirão 2016

Tudo começou logo após a fatídica queda do avião fretado da companhia aérea boliviana Lamia na madrugada de 29 de novembro de 2016. A aeronave transportava a Associação Chapecoense de Futebol de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para Medellín, na Colômbia, para o primeiro jogo da Copa Sulamericana entre Atlético Nacional (COL) e Chapecoense (BRA) e vitimou 71 pessoas (seis sobreviventes) entre jogadores e dirigentes do time do oeste catarinense, jornalistas e tripulação por falta de combustível e erros no plano de vôo.

No dia seguinte à tragédia, o vice-presidente do Internacional, Fernando Carvalho, fez uma declaração polêmica em meio a maior ameaça de rebaixamento do clube gaúcho em toda a história: “Além do sentimento, além da consternação que nossos jogadores estão tomados, que a maioria deles se relacionava com os atletas. Hoje (terça) deu para ver na reunião que nós fizemos para dispensar do treinamento. Retomaremos amanhã (quarta). Temos nossa tragédia particular, que é fugir do rebaixamento. Estamos nos agarrando nas ultimas folhas da árvore. Vamos lá ainda. Não vamos desistir até o final. Esse adiamento de rodadas certamente vai ser prejudicial, nem estou falando nisso, porque como a consternação é geral, como a solidariedade é unânime de todo mundo, não é hora de reclamar. Mas o adiamento vai trazer embaraços que mais adiante vamos ter que comentar.”

Seis dias depois, o presidente do Internacional, Vitorio Píffero, fez outra declaração sobre a última rodada e o rebaixamento de seu time: “Isso aumenta a nossa dor. Poderia ser qualquer um. Temos muitos amigos em Chapecó e na Chapecoense. O Inter manifesta seu apoio incondicional aos familiares das vítimas e ao clube. Iremos ao velório para prestar nossas homenagens. Assinarei um ofício para encaminhar à CBF para que a Chapecoense não seja rebaixada nos próximos anos. O sentimento é que não poderia mais ter futebol em 2016. Mas, evidentemente, ficamos sujeitos às ordens da CBF. A proposta é não ter mais futebol em 2016. Como fazer, o que fazer, eu não sei. Essa proposta é por absoluta falta de condições emocionais.

Então, além da revolta de torcidas e do meio futebolístico com o uso indevido ou infeliz da palavra tragédia por Carvalho, cogitou-se uma possível tentativa de virada de mesa para salvar o clube gaúcho unindo os dois discursos que são unânimes na visão do clube gaúcho em não realizar a última rodada do Campeonato Brasileiro da Série A em 2016. Afinal, sem a realização da derradeira rodada – já adiada em uma semana pelo acidente aéreo – e com o Internacional como único clube com chances de se livrar do rebaixamento, abriria uma grande brecha jurídica para o clube gaúcho (e até os demais) não aceitarem o rebaixamento sem jogar.

Atlético Mineiro e Chapecoense já decidiram não realizar o jogo entre os times na última rodada na Arena Condá, em função de todo o ocorrido e até de suas posições na tabela – os pontos do jogo não alterariam a obtenção ou perda de uma vaga em competições internacionais, pois o Atlético Mineiro já é o quarto lugar e a Chapecoense foi declarada campeã da Sulamericana e terá vaga garantida na Libertadores – e daí por diante diversos outros times cogitaram fazer o mesmo em solidariedade ao clube de Santa Catarina. Cogitaram, mas já desistiram, até em função de declarações dadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Jogador do Vitória teria se transferido irregularmente

Uma semana após o acidente, sem conseguir êxito para não jogar a última rodada, o Internacional tentou denunciar o Vitória à justiça desportiva sob a alegação de que o rival teria transferido o jogador Victor Ramos do Palmeiras para o clube baiano de forma irregular pois, devido ao vínculo do zagueiro com o Monterrey (México), haveria necessidade de consultar o clube mexicano e de obter o Certificado de Transferência Internacional (ITC) para validar a transferência ao invés de seguir procedimento de transferência nacional. Ao final, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) arquivou a denúncia, apesar de uma troca de emails entre a diretoria baiana e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), divulgada pelo jornal Estado de S. Paulo, onde Reynaldo Buzzoni, diretor de Registro e Transferência da CBF, recomenda que o Vitória faça a transferência internacional conforme trecho da mensagem: “Primeiro, o Palmeiras e o clube mexicano deve (sic) dar uma conclusão ao TMS #106697, sobre o empréstimo do atleta ao Palmeiras. Após isso, será necessário o retorno do empréstimo para o México e um novo pedido de empréstimo para o Vitória. Mesmo para um clube do mesmo país, é necessário o retorno do ITC para o México para depois gerar um novo empréstimo para o clube brasileiro”.

Embora o procedimento não seja considerado o mais correto, o Esporte Clube Vitória diz ter um documento da Fifa que comprova a regularidade do jogador e o ITC acabou sendo preenchido e informado, cessando as chances do clube gaúcho evitar o rebaixamento no tapetão.

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