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Brasileirão 1999

Publicado em 14 dez 2013 | por Thiago Rodrigo Alves Carneiro

Entenda a Virada de Mesa no Campeonato Brasileiro de 1999

No Brasileirão de 1999, o atacante Sandro Hiroshi, do São Paulo Futebol Clube, foi pivô de polêmica no Brasileirão que culminou com a ida do Gama à Justiça Comum e a criação da Copa João Havelange, organizada pelos clubes, no ano 2000.

Durante o Campeonato Brasileiro de 1999, foi descoberto que Sandro Hiroshi havia adulterado sua idade há muitos anos antes. Quando a história veio à tona, o Botafogo entrou com pedido para anular uma derrota de 1 a 0 para o São Paulo no Morumbi em 22 de agosto de 1999, pela escalação do atleta com idade adulterada, e ficou com os três pontos da partida. Pelo mesmo motivo, o Internacional entrou no STJD em 1999 e ficou com um ponto no jogo contra o São Paulo, também no Morumbi, realizado em 10 de outubro de 1999 e que terminou empatado por 2 a 2.

A classificação final do campeonato rebaixou Gama-DF, Paraná-PR, Juventude-RS e Botafogo-RJ, que tinham a pior média de pontos dos dois últimos campeonatos. Na ocasião, Sport e Portuguesa foram os dois últimos colocados, mas com média superior de pontos somando os campeonatos brasileiros de 1998 e 1999 e não foram rebaixados, em um critério surreal e inédito no futebol tupiniquim.

O Gama entendeu que só foi rebaixado pelo fato do clube carioca ter ganho os três pontos da derrota do São Paulo. Tentou de tudo, perdendo na Justiça Desportiva e indo até a Justiça Cível, onde ganhou a causa, impedindo a CBF de organizar o Brasileirão do ano seguinte sem incluir o clube do Distrito Federal.

Caso Fluminense

Em 1996, o Fluminense, coincidentemente ou não, foi ‘salvo’ da série B por um caso de corrupção envolvendo Corinthians, Atlético-PR e Ivens Mendes, o qual anulou o rebaixamento daquele ano. Entretanto, em 1997 o tricolor carioca finalmente foi rebaixado à série B do Brasileirão e, em 1998, novamente rebaixado à série C ou terceiro escalão por uma pífia campanha na segunda divisão.

Em 1999 o Fluminense estava no Campeonato Brasileiro da Série C de onde sagrou-se campeão. Não sem polêmicas: no quadrangular final da terceirona, na segunda rodada, a equipe carioca ganhou os pontos do jogo contra o São Raimundo, que havia acabado empatado, sob a alegação de irregularidades com um dos jogadores da equipe amazonense. O Serra, outro time que ainda estava na disputa pelo acesso, perdeu os pontos da vitória frente ao Náutico, em jogo válido pela penúltima rodada.

Em 2000, o tricolor carioca deveria disputar a série B, porém a ida do Gama a justiça mudou o panorama.

O tricolor carioca então foi o campeão da série C daquele ano.

Surge a Copa João Havelange, em 2000, organizada pelos clubes

Depois que o Gama entrou na Justiça Cível, o Campeonato Brasileiro de 2000 ganhou o nome de Copa João Havelange (Copa JH), sendo organizado pelos clubes e não pela CBF, com quatro módulos (Azul, Amarelo, Verde e Branco) e com times de todas as divisões do Brasil (foi o único campeonato nacional naquele ano). Acabou com o título do Vasco, em uma final eletrizante contra a inesperada sensação São Caetano, onde o clube carioca empatou o primeiro jogo em 1 a 1 em São Paulo e venceu a repetição do segundo jogo por 3 a 1 no Rio de Janeiro, já que na primeira partida na capital fluminense a arquibancada de São Januário desabou por superlotação e o jogo foi suspenso.

No ano de 2001, o Fluminense foi ressuscitado à Série A do Campeonato Brasileiro. O próprio São Caetano, pela brilhante campanha, também subiu diretamente à primeira divisão. Entretanto, muitos interpretam que, como havia sido campeão da Série C em 1999, ao invés de disputar a Série B acabou indo direto à série A. Daí vem a expressão atual de que o Fluminense “precisa pagar a Série B”.

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